Alguns tropeçam e caem no caminho


(Continuação ): - Há vida para você


Nessa condição, jazem inúmeras igrejas. Seus líderes e membros vão vivendo (ou morrendo), sem interesse algum no conhecimento de Deus e no crescimento espiritual. Outros parecem vivos: são fiéis dizimistas, cantam, pregam, oram por enfermos, dirigem reuniões de oração, expulsam demônios, exortam a igreja e etc., porém não são verdadeiramente salvas; assemelham-se aos sepulcros caiados, como fariseus, aos quais Jesus repreendeu duramente, Mt 23.27. Se não se consertarem com Deus, ouvirão a dura sentença: “Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”, Mt 7.23.


Contudo, se você rejeitar a indolência, o sono e a morte espiritual e concerta a vida com Deus, Ele não o abandonará. O Senhor deseja que cresçamos espiritualmente como membros perfeitos no corpo de Cristo, a Igreja. Não nos olha como pano de fundo de um espetáculo teatral acabado, inútil, vago, indistinto, perdido. Não! Ele sempre espera que desenvolvamos nosso potencial naquilo que de melhor possamos servir-lhe na sua obra. Se despertarmos da negligência (Ef 5.14), e tomarmos posição para obedecer à sua ordem (Is 60.01) e andarmos até Ele, a fim de recebermos força (Is 40.29-31), desfrutaremos um leque de oportunidades para vivermos e crescermos na sua presença. Trata-se de uma questão de escolha, Js 24.15; Ap 22.17b.


Agora voltemos para nos mesmos e nos situemos diante dessa realidade: a qual reino pertencemos? Por quem trabalhamos? De que lado estamos? Dentro ou fora do reino de Deus? Vivo ou morto na Igreja? Filhos ou criaturas? Fortes ou desnutridos, distantes da casa do Pai?


É urgente mudar de atitude, voltar ao primeiro amor, renunciar aos hábitos prejudiciais. É preciso reconhecer a realidade miserável em que se está, voltar a andar novamente nos trilhos certos, reconstruir a casa espiritual e reconhecer o pecado de não amar a Deus e ao próximo. Porém, isso não é fácil, nem simples. Arrepender-se, recomeçar...? Somente aquele que, após anos e anos de negligência na vida cristã, resolver voltar plenamente aos caminhos de Deus, pagará o devido preço pela decisão de recompor-se, descorromper-se e desintoxicar-se do pecado.



Provar a transformação de dentro para fora é como atravessar todo um continente a pé. Nesse processo de purificação da alma e do espírito é impossível de se lograr êxito sem a ajuda do Espírito Santo, sem a leitura e a meditação profunda da Palavra de Deus, sem oração e os jejuns.


"Os que não crescem espiritualmente estão cortados da Videira Verdadeira, Cristo. Estão mortos ou falta pouco para isso"


É preciso haver uma profunda análise do nosso interior, visando encontrar possíveis resquícios de orgulho, pecados e toda poluição semeada pelo inimigo, faz-se necessário suplicar como o salmista e o profeta: “Sonda-me ó Deus” (Sl 139.23-24), “pois o meu coração é enganoso”, Jr 17.09. Esta deve ser a nossa oração constante e sincera.



Fonte: Mensageiro da Paz - Janeiro de 1997



100907

Deus levanta os caídos


(Final): - Há vida para você


O cair é do homem, e Deus se dispõe a ajudar todo aquele que deseja levantar-se. Se algum dia sairmos do abrigo das asas do Altíssimo, estejamos certos de que Ele deseja nos reabrigar, Sl 91.01; Mt 23.37. Um tropeço, uma queda, não significa o fim de uma carreira cristã. Nada disso! Pode, sim, ser uma lição altamente pedagógica, proveitosa para nos mostrar que somos pobres seres humanos imperfeitos, sujeito às tentações e tribulações do mundo, necessitados da graça e da ajuda de Deus. Ele nos prova a cada instante, porém não nos abandona. Está sempre pronto a nos socorrer. O Senhor pode e quer nos reerguer, estejamos fora ou dentro da Igreja, ainda que “mortos”, espiritualmente, ou dormindo, como as virgens imprudentes, Mt 25.5. Portanto, as portas para o arrependimento, para a volta à casa do Pai não estão fechadas. Há tempo para a reconciliação com Ele, como aconteceu com o filho pródigo. A oportunidade está sempre posta à frente, as conquistas do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário estão a nossa disposição, hoje, agora, como nos diz pela boca de Isaias (49.8), e também pelo apóstolo Paulo (2 Co 6.2), numa clara demonstração da sua boa vontade em reorientar a todos que erraram o alvo.



Não desanime, Jesus acredita em você! Ele lança o seu passado no fundo do mar e lhe mostra o azul límpido de um céu sem limites, cheio de oportunidades futuras. E é isso que realmente conta; a partir daí, tudo pode ser diferente. Nada, a não ser sua própria inércia, seu desejo de fuga, sua indiferença, pode impedir você de renascer. Não negue a verdade de que há uma vida plena à sua disposição desafiando seu estado de morte espiritual. Não rejeite a vida que há em Cristo. Somente os complexo e preconceitos podem impedir você de abandonar o caráter banal e efêmero da vida que o mundo e o diabo oferecem. Por isso, dispa-se das vestes do “velho homem” e vista-se com trajes do novo, em Cristo Jesus, Ef 4.22-24; 5.14. Você pode vencer. Cria na Vida e saia da morte!



Fonte: Mensageiro da Paz - Janeiro de 1997

100907

Qual Jesus é o verdadeiro?


A mídia, artistas, e pessoas cultas têm suas próprias idéias sobre Jesus -- como podemos saber qual é o Jesus verdadeiro?


Muitas imagens diferentes de Jesus são mostradas para nós no mundo. Qual é a que está correta?


Imagens de Jesus na Televisão


Se você assistir muitos pregadores na televisão, perceberá o óbvio: os olhos deles estão na sua carteira. Há sempre um apelo pelo seu dinheiro. Eles freqüentemente prometem que quanto mais você der (para o ministério deles), mais Deus abençoará sua vida material.


Muitas pessoas denunciam essa prática, porque vai contra à mensagem de Cristo. Jesus nunca pediu dinheiro. De fato, Ele condenou os líderes religiosos daqueles dias por tirar proveito dos pobres. No templo em Jerusalém, quando Jesus os viu comprando e vendendo itens (e explorando as pessoas que tinham que comprar coisas para a adoração), Ele literalmente fez um chicote e foi virando as mesas do templo (muito além da doce e suave imagem de Jesus).


Os primeiros seguidores de Jesus também denunciaram aqueles que "usavam a palavra de Deus em proveito próprio". Paulo, que escreveu muitas partes do Novo Testamento, fez tendas para sobreviver para que pudesse pregar a mensagem de Cristo e não "tornou-se um fardo" pra ninguém.


Riqueza material nunca fez parte do seu plano. O seu plano, ao contrário, é que os seguidores de Jesus tenham paz interior, alegria, contentamento--não importando o seu status econômico.


Imagens de Jesus na Arte


As descrições artísticas de Jesus são muito posteriores ao seu tempo aqui na terra. Portanto, não temos nenhuma maneira de saber exatamente como Ele era. Consideravelmente, a Bíblia parece não dar grande importância à aparência física de Jesus. Isaías nos diz: "Ele não tinha beleza, nem formosura e, olhando nós para Ele não havia boa aparência Nele, para que O desejássemos". (Isaías 53:2)


Não importa a aparência de Jesus, porque o mais importante é acreditar nEle. Depois de ressuscitar dos mortos, Jesus disse ao Seu discípulo Tomé: "Porque me viste, creste? Bem aventurado os que não viram e creram". (João 20:29)


Na arte, freqüentemente vemos Jesus descrito como um homem de pele clara com cabelos avermelhados e olhos azuis. A arte Africana tem o descrito como tendo pele escura e a asiática como tendo olhos puxados. Mas todas essas descrições são provavelmente sem fundamento, por Jesus ter sido um judeu por parte de mãe (já que Seu pai é Deus). Então, ele provavelmente parecia com um homem judaico.


Imagens da Raça de Jesus


Seguidores de Cristo são em geral presumidos de serem do hemisfério ocidental. No entanto, a fé em Jesus começou no Oriente Médio e expandiu-se de lá para toda a terra. Por exemplo, há milhões de pessoas na África e na Ásia que clamam por ser seguidores de Jesus Cristo. A maior igreja cristã no mundo hoje pode ser encontrada na Coréia.


A Bíblia nos diz que as pessoas que acreditam em Jesus são de toda tribo, povo, nação e língua (Apocalipse 7:9). Mesmo assim, é improvável que qualquer nação inteira acredite em Jesus. Certamente, seria ingênuo pensar que todas as pessoas no Ocidente que se dizem "Cristãs" são, na realidade, verdadeiros seguidores de Cristo. Afinal de contas, Jesus disse que o caminho que conduz à perdição é largo e muitos são os que entram por ele; o caminho que leva à vida é estreito, e poucos há que o encontrem (Mateus 7:13-14).


Isso seria dizer, proporcionalmente, que há relativamente o mesmo número de Cristãos tanto na América como na África, por exemplo. Nós não sabemos com certeza, mas Deus sabe. Somente Ele conhece os nossos corações. Ele sabe quem vem para Ele de verdade ou não. E Ele é imparcial em relação à raça. (Atos 10:34-35)


Imagens de Jesus na Filosofia


Hoje, muitos "eruditos" em religião gostariam de apresentar um Jesus muito confortável e neutralizado. Eles gostariam de eliminar (dos evangelhos do Novo Testamento) qualquer coisa sobre Jesus que não se encaixa na teologia deles.


Basicamente, eles querem um Jesus que seja sábio, inspirado e visionário. Qualquer coisa que Jesus disse que se encaixe a esse critério mundano é considerado histórico, declaração aceitável. Mas qualquer declaração feita por Jesus sobre Seu poder, Sua divindade, Sua autoridade para perdoar pecados ou conceder vida eterna é rejeitada.


Se nós compramos essa imagem de Jesus, então questões surgem. Se Jesus foi meramente um professor inspirado, então por que eles o torturariam e crucificariam? Também, como nós confiamos na Sua visão de vida, enquanto ignoramos tudo que Jesus disse sobre Ele mesmo? E finalmente, o que fez os primeiros seguidores estarem dispostos a morrer de forma martírica proclamando a morte de Jesus por nossos pecados e Sua ressurreição miraculosa? Se Jesus era apenas um professor, e não Deus, então por que tantos morreram defendendo sua fé nEle?


Seria o fato de que Jesus enfatizou Sua identidade como Filho de Deus, tanto quanto Seu ensino e que o que está registrado sobre Ele nas Escrituras é um documento histórico preciso?


Imagens do Jesus Real


Ao invés de obter nossas informações sobre Jesus na TV, arte, ou filosofia, Ele está pedindo que todos venhamos conhecê-Lo através das Escrituras, a Palavra de Deus. Ele quer que nos aproximemos dEle e deixemos que Ele nos ensine sobre Sua pessoa. Você pode começar através da leitura do livro de "João."


Sua Escolha.com

090907

Ainda sou do tempo







Artigo / Autor: Pr Wagner Antonio de Araújo


AINDA SOU DO TEMPO


Ainda sou do tempo em que ser crente era motivo de críticas e perseguições. Nós não éramos muitos, e geralmente éramos considerados ignorantes, analfabetos, massa de manobra ou gente de segunda categoria. Os colegas da escola nos marginalizavam. Os patrões zombavam de nós. A sociedade criticava um povo que cria num Deus moral, ético, decente, que fazia de seus seguidores pessoas diferentes, amorosas, verdadeiras e puras. Não era fácil. Mas nós sobrevivemos e vencemos. Sinto falta daquela perseguição, pois ela denunciava que a nossa luz era de qualidade, e ofuscava a visão conturbada de quem não era liberto. E, por causa dessa luz, muitos incrédulos foram conduzidos ao arrependimento e à salvação. Mas hoje é diferente.



Ainda sou do tempo em que os crentes não tinham imagens em suas casas, em seus carros ou como adereços de seus corpos. Nós não tatuávamos os nossos corpos e nem colocávamos "piercings" em nossa pele. Críamos que os nossos corpos eram sacrifícios ao Senhor, e que não nos era lícito maculá-los com os sinais de um mundo decadente, um deus mundano e uma cultura corrompida. Dizíamos que tatuar o corpo era pecado. Não tínhamos objetos de culto em nossas igrejas. Aliás, esse era um de nossos diferenciais: nós éramos aqueles que não admitiam imagens em lugar algum. Mas hoje é diferente.



Ainda sou do tempo em que pornografia era pecado. Nós não considerávamos fotos eróticas ou filmes pornô um "trabalho profissional", mas uma prostituição do próprio corpo e uma corrupção moral. Ao nos convertermos, convertíamos também os nossos olhos, e abandonávamos as revistas pornográficas, os cinemas de prostituição e os teatros corrompidos. Os que eram adúlteros se arrependiam e pagavam o preço do que fizeram, e começavam vida nova. Os promíscuos mudavam seu comportamento e tornavam-se santos em todo o seu procedimento. Nós, os adolescentes, deixávamos os namoros e os relacionamentos orientados pelos filmes mundanos, e primávamos por ser como José do Egito, que foi puro, ou o apóstolo Paulo, que foi decente. Mas hoje é diferente.



Ainda sou do tempo em que nos vestíamos adequadamente para o culto. Aliás, além do nosso testemunho moral, nós nos identificávamos pelas roupas. Se pentecostais, usávamos roupas sociais bastante formais, e éramos conhecidos aonde quer que íamos, pois ninguém mais se vestia tão formalmente assim em pleno domingo à tarde. Se de outras denominações, como eu, não chegávamos a esse extremo, mas nos trajávamos socialmente, com o melhor que tínhamos, dentro de nossas possibilidades, porque críamos que, se íamos prestar um culto a Deus, a ocasião nos exigia o melhor, e buscávamos dar o melhor para Deus. Era a famosa "roupa de missa", "roupa de igreja". Mesmo pobres, tínhamos o melhor para Deus. E sempre algo decente: camisas sociais, calças bem passadas, um sapato melhor conservado, um blaizer ou uma blusa bem alinhada. As mulheres usavam seus melhores vestidos, suas melhores saias e seus conjuntos mais femininos. Mas hoje é diferente.



Ainda sou do tempo em que nossos hinos falavam de Cristo e da salvação. Cantávamos muito, e nossas músicas não eram tão complexas como as de hoje. Mas todos acabávamos por decorá-las. Suas mensagens eram simples e evangelísticas: "foi na cruz, foi na cruz", "andam procurando a razão de viver"; "Porque Ele vive, posso crer no amanhã", "Feliz serás, jamais verás tua vida em pranto se findar", "O Senhor da ceifa está chamando"; "Jesus, Senhor, me achego a ti", "Santo Espírito, enche a minha vida", "Foi Cristo quem me salvou, quebrou as cadeias e me libertou", etc. Não copiávamos os "hits" estrangeiros, ou as danças mundanas, mas buscávamos algo clássico, alegre, porém, solene. E dançar o louvor? Jamais! Não ousávamos, nem queríamos; nunca soubéramos que o louvor era "dançante"; as danças deixamos em nossas velhas vidas mundanas. Porém, mesmo não as tendo, éramos alegres e motivados. Mas hoje é diferente.



Ainda sou do tempo em que as denominações e igrejas tinham personalidade. As denominações eram poucas e bastante homogêneas. Sabíamos que a Assembléia de Deus era pentecostal e usava indumentária formal; os presbiterianos eram os melhores coristas que existiam; os adventistas tinham uma fé estranha, numa profetiza semi-contemporânea, mas tinham os melhores quartetos masculinos; os melhores solistas eram batistas, etc. Nossas liturgias eram bastante diferentes: os conservadores eram formais, seus cultos silenciosos, enquanto um orava, os outros diziam amém. Já os pentecostais oravam todos ao mesmo tempo e cantavam a Harpa Cristã. Nós nos considerávamos irmãos, não há dúvida. Mas tínhamos personalidade. Hoje tudo é diferente.



E eu não sou velho! Isso tudo não tem 26 anos ainda! Na década de 80 ser crente era ser assim! Meu Deus, como o mundo mudou! Como a chamada Igreja Evangélica se deteriorou! Hoje eu sinto vergonha de ser considerado evangélico!



Hoje é moda ser crente, ou melhor, "gospel". Você é artista pornò, mas é crente. Você é do forró pé-de-serra, mas é crente. Você é ladrão, mas é crente. Você é homossexual assumido, mas é crente. Não importa a profissão, o comportamento, a moral, a índole, ser crente é apenas um detalhe. Aliás, dá cartaz ser crente: hoje muitos cantores "viram crentes" pra vender seus cds encalhados, pois o "povo de Deus" compra qualquer coisa. Não há diferença entre o santo e o profano, o consagrado e o amaldiçoado, o lícito e o proibido, o justo e o injusto. Qualquer coisa serve. O púlpito pode ser uma prancha de surf, uma cama de motel ou um palanque eleitoral; a forma não importa. Ser crente é apenas um detalhe, uma simples nomencalatura religiosa.



Hoje os crentes tatuam as suas peles, mesmo sabendo que a bíblia condena o uso de símbolos e marcas no corpo de quem se consagra a Deus. Criamos nossos próprios símbolos, nossos próprios estigmas e nossas próprias tribos. Hoje há denominações que dão opções de símbolos para que seus jovens se tatuem. O "piercing" deixou de ser pecado, e passou a ser "fashion", e está pendurado na pele flácida de roqueiros evangélicos e "levitas" das igrejas, maculando a pureza de um corpo dedicado ao Deus libertador. Mulheres há que enchem seus umbigos e outras partes de pequenas ferragens, repletas de vaidade e erotismo mundano, destruindo, assim, qualquer padrão cristão de consagração corporal. Meninos tingem seus cabelos de laranja, e mocinhas destróem seus rostos com produtos, pois agora todo mundo faz, e "Deus não olha a aparência". (Ainda bem, pois se olhasse, teria ânsia de vômito...)



Hoje ir à igreja é como ir ao mercado ou às barracas de feira e de artesanato: um evento efêmero, informal, meramente turístico. Não há mais cuidado algum no trajo cultuante. Rapazes vão de bermudas, calções (e, pasmem os senhores, de sungas!), até sem camisa, porque Deus não é "bitolado, babaca ou retrógrado". Garotas usam suas minissaias dos "rebeldes" e exibem umbigos cheios de "piercings", estrelinhas e purpurinas pingando dos cabelos e roupas, numa passarela contínua do modismo eclesiástico. Se alguém ainda vai modestamente ao culto, seja jovem, seja velho, ou é "novo convertido", ou é "beato". É típico encontrarmos pastores dizendo aos "engravatados": "pra que isso, irmão? Vai fazer exame laboratorial?" E, continuamente, vão demolindo qualquer alicerce de reverência e solenidade para o ato do culto.



Hoje as nossas músicas pouco falam de Cristo. Somos bitolados por um amontoado de "glórias", "aleluias", "no trono", "te exaltamos", "o teu poder", etc. Misturamos essas expressões, colocamos uma pitada de emoções, imitamos os ícones dos megaeventos de louvores, e gravamos o nosso próprio cd, que, de diferente, tem a capa e o timbre de algumas vozes, talvez alguns instrumentos, mas, no mais, não passam de cópias das cópias das cópias. E Jesus? Ah, quase nunca o mencionamos, e, quando o fazemos, não apresentamos qualquer noção do que Ele é ou representa para o nosso louvor. Não falamos mais que Ele é o caminho, a verdade e avida, não o apresentamos como Senhor e Salvador, não informamos ao ouvinte o que se deve fazer para tê-lo no coração, apenas citamos seu nome ou dizemos um aleluia para ele.



Hoje, entrar em uma igreja é como ter entrado em todas: é tudo igual. O mesmo sistema, as mesmas cantorias, a seqüência de eventos, os rituais emocionais, as pregações da prosperidade, de libertação de maldições ou de megassonhos "de Deus" (como se Deus precisasse sonhar, como se fosse impotente ou dependente da vontade humana). Transformamos nossas igrejas em filiais de uma matriz que não sabemos nem aonde fica, mas que se representa nas comunidades da moda. Não há mais corais, não há mais solistas, não há mais escolas dominicais fortes, não há mais denominações com características sólidas, não há mais nada. Tudo é a mesma coisa: uma hora e meia de "louvor", meia hora de "ofertas" e quinze minutos de "pregação", ou meia hora de "palavra profética e apostólica". Que desgraça!



Hoje trouxemos os ídolos de volta aos templos: são castiçais, bandeiras de Israel, candelabros, reproduções de peças do tabernáculo do velho testamento, bugigangas e quinquilharias que vendemos, similares aos escapulários católicos que tanto criticávamos. Hoje não nos atemos a uma cruz sem Cristo, simbólica apenas. Hoje temos anjinhos, Moisés abrindo o Mar Vermelho, Cristo no sermão da Montanha. O que nos falta ainda? Nossas bíblias, para serem boas, têm que ser do "Pastor fulano", com dicas de moda, culinária, negócios e guia turístico. Hoje temos bíblias para mulheres, para homens, para crianças, para jovens, para velhos, só falta inventarmos a bíblia gay, a bíblia erótica, a bíblia do ladrão, a bíblia do desviado. Bíblias puras não prestam mais. E, mesmo tendo essas bíblias direcionadas, QUASE NINGUÉM AS LÊ! Trazemos rosas para consagrar, rosas murchas para abençoar e virar incenso em casa, sal groso para purificar, arruda para encantar, folhas de oliveira de Israel e água do Rio Jordão (Tietê?) para abençoar, vara de Arão, de Moisés, e sabe lá de quem mais! Voltamos às origens idólatras! Parece o povo de Israel, que, ao morrer um rei justo, emporcalhavam o país com suas idolatrias e prostitutas cultuais. E se alguém ousa ser autêntico, é taxado de retrógrado. Com isso, surgem os terríveis fundamentalistas, que abominam tudo, ou os neopentecostais, que são capazes de transformar a igreja num circo, fazendo o povo rir sem parar ou grunir como animais.



Meu Deus, o que será daqui há alguns anos? Será que teremos que inventar um nome novo para ser evangélico à moda antiga? Parece que batista, assembleiano, presbiteriano, luterano ou metodista não define muita coisa mais! Será que ainda haverá púlpitos que prestem, pastores que pastoreiem, louvores que louvem a Deus? Será que seremos obrigados a usar "piercing" para nos filiarmos a alguma igreja? Será que nossos cultos serão naturistas? Será que ainda haverá Deus em nosso sistema religioso?



É CLARO QUE HÁ EXCEÇÕES! E eu bendigo a Deus porque tenho lutado para ser uma dessas exceções. É claro que o meu querido leitor, pastor, louvador, membro de igreja, missionário, também tem buscado ser exceção. Mas eu não podia deixar de denunciar essa bagunça toda, esse frenesi maligno, esse fogo estranho no altar de Deus! Quando vejo colegas cuspindo no povo, para abençoá-los, quando vejo pastores dizendo ao Espírito Santo "pega! pega! pega!", como se fosse um cachorrinho, quando vejo pastores arrancando miúdos de boi da barriga dos incautos doentes que a eles se submetem, quando vejo um evangelho podre arrastando milhões, quando vejo colegas cobrando dez mil reais mais o hotel, ou metade da oferta da noite, para pregar o evangelho, então eu me humilho diante de Deus, e digo: "Senhor, me proteje, não me deixa ser assim!"


Que Deus tenha piedade de nós.

Wagner Antonio de Araújo - Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
Av. Internacional, 592 - Jardim Santo Antonio - CEP 06126-000 -

Osasco - SP - Brasil - 11 de outubro de 2006

www.uniaonet.com/bnovas.htm

050907


É correto chamar para fazer algum serviço na obra de Deus pessoas não crentes?


Consulta:


É correto chamar para fazer algum serviço na obra de Deus pessoas (geralmente filhos de crentes) que se reúnem e se identificam como crentes, porém não são batizadas e nem procuram batismo? Será que isso pode incentivar estas pessoas ou vai afastar ainda mais?


Normandes Rodrigues de Andrade, Dores de Campos


Atendimento


Esse é um fato que precisa ser considerado, pois vem se tornando comum em algumas igrejas locais. É preciso que compreendamos que o ministério da igreja, seja ele qual for, não poderá ser distribuído como PRÊMIO para atrair as pessoas. Antes do nosso serviço, Deus está interessado em nossa atitude de adoração. Se alguém não se constitui um adorador, tampouco poderá ser um trabalhador. Outra coisa importante é o fato de que o ministério da igreja não pode ser exercido na base do nepotismo. Não é por ser filho do presbítero, ou do diácono ou do missionário, que pessoas têm que automaticamente assumir os cargos na igreja. Isso seria uma aberração.
Espera-se que aqueles que aceitam a Cristo como seu Salvador (incluindo filhos de crentes), sejam doutrinados na fé, passando por um processo de confirmação que inclui o batismo.
Há uma ordem lógica em tudo isso e não seria coerente oferecer cargos e funções na igreja local a quem ainda não se submeteu à ordenança bíblica do batismo. Isso seria passar o carro na frente dos bois.


Adonias Gonçalves

Fonte: Site - SuaEscolha.com

020907

Será que Deus é culpado?

Finalmente a verdade é dita na TV Americana.

A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:


"Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?"

Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia:


"Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós.


Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas.

Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou.


Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?"

À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc...


Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente,

E nós concordamos com a sua opinião.


Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas...


A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos.

E nós concordamos com esse alguém.


Logo depois o Dr.. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos:

Um perito nesse assunto deve saber o que está falando".

E então concordamos com ele.


Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal.


Então foi decidido que nenhum professor poderia tocar nos alunos...(há diferença entre disciplinar e tocar).


Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem.

E nós aceitamos sem ao menos questionar.


Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade.

E nós dissemos: "Está bem!"


Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet.

E nós dissemos:


"Está bem, isto é democracia, e eles tem o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso".


Agora nós estamos nos perguntando porque nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado;


porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios...


Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender:

nós colhemos só aquilo que semeamos!!!



Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus:

"Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?"

A resposta dele:

"Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!!!"



É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno.



É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue ensina.



É triste como alguém diz:

"Eu creio em Deus".

Mas ainda assim segue a satanás, que, por sinal,também "Crê" em Deus.


É engraçado como somos rápidos para julgar mas não queremos ser julgados!


Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas, quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros!


É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho.


Gozado que nós nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito do que com o que Deus pensa...


"Garanto que Ele que enxerga tudo em nosso coração está torcendo para que você, no seu livre arbítrio, envie estas palavras a outras pessoas".


Passe essa mensagem adiante, se acha que ela tem algum mérito.


Onde existe Deus

Existe fome, mas encontra-se o alimento,

Existe dor, mas encontra-se o remédio,

Existe guerra, mas pode-se estabelecer a Paz,

Existem problemas, mas, também, as soluções,

Pode-se estar só, mas não há solidão.


Onde Ele não está,

A fome mata,

A dor enlouquece,

A guerra dizima,

Os problemas são senhores,

E a solidão é companheira, mesmo no meio da multidão.


resultados.


E, por incrível que pareça, esta é a única escolha que podemos mudar quantas vezes quisermos;


Afinal, Deus é o único que sempre tem os braços abertos para nós, quando o procuramos, arrependidos, independente do que tenhamos feito ao abandoná-lo e por quanto tempo estivemos afastados.



060707

De quem é a culpa?


Baseado no texto registrado em (Gn 3.1-13), podemos encontrar o Criador dando oportunidade para o homem reconhecer o seu erro. Vejamos a passagem acima e observemos o verso de (Nº 12): “Então disse Adão: a mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi”.


Aqui podemos ver Adão “tirando o corpo fora” e procurando uma rápida saída para tirar de si a responsabilidade pelo erro. Mas que depressa, ele encontra Eva a ré perfeita e diz: “foi a mulher que tu me deste como companheira”.


Aqui ele culpa duas pessoas de uma só vez, culpa a mulher e culpa o Criador. A mulher, porque era forma mais rápida de se livrar daquele confronto, e a Deus, porque era quem lhe tinha dado por companheira. Talvez a partir daí nascesse a tendência natural de todo o ser humano em jogar nos outros a culpa por suas atitudes erradas.


Vejamos o que aconteceu no verso de (Nº 7) deste capítulo. “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueiras, e fizeram para si aventais”.


O que chama a atenção é que tais atitudes se perguntaram com o passar do tempo; os homens continuam lançando mão dos aventais para cobrirem seus pecados, enquanto permanecem fracassados, frustrados e impotentes.


Dignidade espiritual


“Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que ordenei que não comesses?”


A pergunta de Deus, feita a Adão no versículo 11, não demonstra que o Criador não estivesse a par dos acontecimentos, mas ele desejava que sua obra-prima confessasse que havia pecado e que carecia de misericórdia. Deus queria que Adão tivesse um pouco de dignidade e assumisse o seu erro. Ao invés disso, saiu de sua boca a seguinte acusação: “tu me deste”.


Jesus, certa ocasião, passava por uma cidade onde encontraram um cidadão enfermo. Logo os discípulos perguntaram quem havia pecado para que ele assim nascesse. Novamente procurou-se um culpado. Este tipo de atitude é uma constante em nosso meio, e é a isso que eu chamo de falta de dignidade espiritual. Será que não seria mais fácil assumirmos a nossa culpa quando erramos?


Se a mocidade está com sérios problemas logo jogamos a culpa em alguns jovens, a quem chamamos de indisciplinados; se o coral vai mal, logo jogamos a culpa em seu maestro; se o nosso quadro de obreiros está em dificuldades, logo encontramos um bode expiatório e, sem piscar os olhos, jogamos a culpa em algum pobre coitado sem expressão. Acho que devemos nos lembrar de Acã, que por causa de uma bela capa e alguns objetos de valor, todo um exército veio quase a perecer. Porém, quando admitiu que era ele o problema, logo Deus começou a dar novas vitórias ao seu povo lembremos que estamos na época da Graça, e o nosso Advogado continua perdoando todos os que querem vencer.


Será que não estamos precisando tomar posse dessa graça a fim de que tenhamos coragem para pedir perdão e reconhecer os nossos erros? Que Deus nos guarde e nos de vitória para que venhamos a admitir que, muitas vezes, as falhas não estão no povo e sim em nosso próprio ministério mal estruturado ou na falta de obreiros preparados, aprovados e cheios da Palavra da Verdade.



Artigo publicado no
Mensageiro de Paz - Em março de 1996
Pr. Antonio Fortunato Cabral de Farias

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